O exame nacional de português correu-me mesmo muito bem. Aliás, uma coincidência feliz é o facto de, na noite anterior, ter estudo exactamente os autores que sairam: Sophia de Mello Breyner e Cesário Verde. Agora, de modo a conseguir entrar na pública tenho que fazer o exame de sociologia, a ver vamos como é que me corre.
A minha mãe está hoje no IPO, fazendo mais um tratamento. Senão fosse a capacidade entorpecedora do haxixe, provavelmente não conseguiria dormir. E, mesmo assim, dei ontem por mim a rogar pragas ao mundo pela injustiça e a desejar que o meu filme, a minha chaga, fosse doutra pessoa.
Ando triste. Por vezes, tenho picos de felicidade e bem-estar, mas outras simplesmente vou-me abaixo. É uma neurose desgraçada, que eu não quero para mim, mas que, infelizmente, não me larga. Claro que o stress do trabalho, os exames e a minha entrada, ou não, na pública me corroiem o sistema. É a minha sina, 2005 é ano de desgraças.
Ultimamente, o meu refúgio tem sido a pessoa que mais me apoia, a Lady Sianna. Ela, sim, ajuda-me no dia-a-dia e faz o que de melhor ela faz(e eu mais preciso) que é ouvir-me. E faz-me sentir parte do mundo dela, porque a ouiço e sinto-me em comunhão com ela. Tal como o ar que respiro, ela é uma necessidade que eu tenho.
A música, contudo, quanto mais pesada for melhor me sabe. Os últimos meses têm sido divididos por metalcore de brutal deathmetal. A agressividade na música faz-me sentir bem e, não sendo óbvio, ajuda-me a exorcizar os demónios dentro de mim. Sempre gostei de música pesada, porque encaro esta arte como uma forma de expressão e, sem qualquer tipo de dúvida, o metal pesado transmite o que sinto. Mesmo que não seja liricamente, visto que o que ouiço trata sempre de pequenas histórias de horror muito doentias, mas pela sonoridade.
Bem, eu tenho que voltar ao trabalho que já estou há muito tempo a escrever aqui.
P.S.- Dentro da minha alma, dentro núcleo do que sou, ecoam as últimas palavras de Fernando Pessoa, escritas em inglês, "I know not what tomorrow will bring..."
Felizmente para mim raramente tenho crises de sono, tambem as poucas horas que durmo é chegar a cama e adormecer logo de cansaço.
Por acaso costumo recorrer a musica mais depressiva quando estou em baixo, geralmente ouço Doom Metal. Mas confesso que em periodos de maior revolta prefiro o bom e velho Death, Black ou Thrash.
Abraço.
Afixado por: blackhearted em junho 29, 2005 02:09 PM