fevereiro 29, 2004

Galapogos

Ain't it funny how we pretend we're still a child
Softly stolen under our blanket skies
And rescue me from me, and all that I believe
I won't deny the pain
I won't deny the change
And should I fall from grace here with you
Will you leave me too?

Carve out your heart for keeps in an old oak tree
And hold me for goodbyes-and whispered lullabyes
And tell me I am still
The man I'm supposed to be
I won't deny the pain
I won't deny the change
And should I fall from grace here with you
Will you leave me too?

Too late to turn to turn back now, I'm running out of sound
And I'm changing, changing
And if we died right now, this fool you loved somehow
Is here with you
I won't deny the pain
I won't deny the change
And should I fall from grace here with you
Would you leave me too?

Smashing Pumpkins in Mellon Collie & The Infinite Sadness

Publicado por Lady Sianna em 07:15 PM | Comentários (0) | TrackBack

Ugly Truth

Um pensamento iniciou-se no fundo do meu ser e transformou-se num arrepio que percorreu o meu corpo todo, era um toque gélido e vazio que me causava tal sensação... a início era um gesto leve, e como que por magia, eu deixei-o apoderar-se de mim e tornou-se avassalador...
O pânico não demorou muito a aparecer... o coração aperta, o pescoço parece inchar, falta-me o ar e, como se de um gesto simples se tratasse, os meus olhos enchem-se de lágrimas.
Enquanto o calor da água aquece o meu rosto, olho à minha volta... tudo em mim mudou, mas o céu continua escuro e a cama fria.. certifico-me que ninguém me ouve e segredo, com uma ânsia libertadora : "Hoje fico só!"

Publicado por Lady Sianna em 06:39 PM | Comentários (0) | TrackBack

I'm only happy when it rains...

Ontem fui à feira da ladra. Já lá não ia há mto tempo... Desde o dia 13 de Dezembro... Mas ir à feira é como ir aos saldos com a pequena diferença que os preços baratos imperam todo o ano. Aquele aglumerado de pessoas, de culturas, de objectos... é simplesmente encantador. Acabo sempre por ver bujigangas que nem sequer sonhava que existiam, pessoas com ar duvidoso e coração de ouro, pessoas com ar apresentável e coração de pedra. É a sociedade capital-socialista junta num mercado de cultura. E a zona... Ai que paisagem. É como o meu anjo diz, a zona da feira num dia em que não haja feira, deve ser linda... Se nos posicionarmos correctamente conseguimos ver uma grua... e atrás a imensão azul de nosso Rio Tejo. E os prédios? Eu derreto-me todo com aquela arquitectura arcaica, o aspecto pombalino e pós 1755 é, simplesmente, encantador.

Depois de almoçar fui ao cinema... Tarefa que continuará a ser um dos maiores prazeres que consigo ter. Já tinha visto o filme no King Triplex, mas quis, quase que por força, que o meu anjo visse o filme. É o "Anything Else" do Woody Allen. Vai ser a primeira vez que irei escrever sobre um filme aqui no blog... Não sei porquê mas sinto uma vontade de falar sobre o filme... Aquele humor negro e intelectual tão habitual no Woody é delicioso. E deliciosas são as personagens( em todos os sentidos...), aonde assistimos a caricaturas. Assistimos à ingenuidade e simplicidade do Falk... À arrogância, maldade e hipocrisia de Amanda. Que opostos. E estão apaixonados no filme! As voltas e reviravoltas que as personagens sofrem, umas mais conscientes que outras. E que filosofias que o Dobel(Woddy Allen) apresenta. É daqueles filmes que recomendo a todos.

E andei por Lisboa. Pela Av.República, pela Av. De Berna... Sempre a falar, debater e filosofar com o meu anjo, essa minha alma gémea! E como eu gosto de poder falar com ela. Sentir o ar gélido do dia de ontem sumir-se na minha face ao som das suas, nossas palavras. E entrámos no nosso sanctuário. Os jardins da fundação Calouste Gulbenkian. Inexplicávelmente sinto-me inspirado nestes jardins cuja verdura me transmite uma sensação de energia mental. E falar continuará a ser o prazer que me faz viver. O prazer supremo.

E falei de mais. Habituei-me à rotina de umas valentas horas de conversação sem tréguas e senti-me a ressacar da voz do meu anjo quando cheguei a casa. Só pensava em querer sair, e aproveitei uma ideia/convite de alguns amigos para sair à noite. Sítio do costume. Música do costume. Pessoas novas. Encontrei um Amigo que já não via à uma carrada de tempo. Nós últimos 6 meses apenas no falámos no MSN... Nada de contacto físico. Preguiça é o que é. E tive grandes conversas com esse Amigo. Que aura que ele emane. Aquele cigarro a queimar-se por entre os dedos é apaixonante... E que poço de mágoa que ele é. Ódio e desespero. "Caga nisso, já estou habituado. É o meu nihilismo de vida que eu já amo.". Palavras dele. Entre umas cervejas, uns cigarros(somente dele) e alguns shots estávamos lançados para uma noite de conversa. Mas houve uma quebra. Perdi a concentração com mais uma cena que abomino. A existência de coros quando se está comprometido. Mas isto é um assunto que já nem é para aqui falado. A noite acabou por ser atisfatória. Boa música(Deu a "alive" dos Pearl Jam, lembrei-me logo do meu anjo), boa companhia e algumas cenas tristes. Mas isto não é só à noite que acontece pois não? É todos os dias... Com algumas discrepâncias.

Publicado por Downthesun em 04:49 PM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 26, 2004

Back To School

A re-entrada escolar após as mini, muito mini, férias foi feita, para além de um grande esforço, de desilusão. Cinco dias inteiros sem aulas e os meus colegas, ou pelo menos a sua grande maioria, nada de novo contam... São sempre os mesmos filmes. E eu aturo cá com cada um... Uns contam as bebedeiras que apanharam( talvez num tentativa muito frustrada de se mostrarem superiores), outros divertem-se a contar como está a sua evolução no CM (para os mais incultos é um jogo de simulação de futebol)... E cada vez mais desconfio que o futebol é parte integrante das suas vidas. Triste, mas verdade...

As caras mantêm-se... A esperança morre. Morre com a estagnação mental das pessoas que sou, quase que, obrigado a ver e a conviver todos os dias. Não noto evoluções... Noto é sempre um conformismo extremo, uma rotina perfeitamente imcompreensível da minha parte. E eu começo já a pensar se não será uma arrogância da minha parte estes meus julgamentos e apreciações do que me rodeia. Reunindo estes factores todos, forma-se a causa da minha postura meio-zombie do dia de hoje. Tive um teste... Não estudei. Entreguei-o em branco e, espantosamente, não senti remorsos. Viva o ensino profissional que me permite fazer recuperações de testes negativos! As restantes aulas foram passadas a divagar sobre os últimos dias... Os com alguns amigos, outros com família e os últimos da minhas férias com o meu anjo... E que saudades já eu tenho disto tudo. Da falta de compromissos escolares, onde apenas a minha liberdade de acção e tempo impera. Adoro férias. São sinónimo de liberdade, mesmo que esta liberdade apenas exista na minha cabeça.

A música voltou a ecoar na minha cabeça. Como um todo... Sempre adorei a música em si... Mas começo a ver que ela faz parte da minha vida. Gosto de muitos estilos, cada um tem o seu próprio significado. Devido à minha natureza mais mórbida e, quase, agressiva ouiço coisas mais pesadas. E comecei, estranhamente, a sonhar acordado na aula de matemática com um pequeno estúdio musical em minha casa. Para produção de som. Algumas coisas de trance-psicadélico e produção/masterização de bandas. Principalmente a minha banda. Mas sonhar é sem dúvida o termo adequado pois os, extravagantes, custos são, para além de impeditivos, utópicos. Mas tinha a sua piada... Mas não passa de um desejo de ter um hobbie caro e extravagante.

E o que tenho eu a salientar senão que, eu próprio, vivi mais um dia repleto de uma rotina que eu gosto tanto de criticar. Same shit everyday folks...

Publicado por Downthesun em 07:00 PM | Comentários (5) | TrackBack

She

E caíste do céu, como a luz no fundo de um túnel cuja infinita escuridão já parecia mais que certa. E eu, um mero mortal, chora só de pensar que é amado. Pensar que alguém como tu, a típica Deusa, se apaixonou por mim. Mas tu és mais que infindavelmente bonita... És a consequência do sofrimento que é ser bonita e triste. És a conclusão de uma filosofia milenar inexplicável. Fazes-me sentir o Alfa enquanto tu, orgulhosamente, te assumes como o Omega. E a minha esperança voltou! Voltou com o sangue renovado através de um olhar. Esse teu olhar que só um Deus compreende. E depois do olhar, nasceram em ti, em nós, as palavras. E eu cai. Primeiramente de espanto e, posteriormente, de alegria. Tinha agora a prova de que há uma bondade pela qual vale a pena lutar. E vive essa alegria aguerridamente. Conheci-te e deixei-me levar pelo o que és. Bebi, com tanto gosto, as tuas virtudes e, com mais afinco, respirei os teus defeitos. E vi-me em ti. Vi o que me faltava. Vi a minha compreensão. Vi um milagre. Que por acaso falava comigo.

E agora vejo que, inevitavelmente, me apaixonei. Por ti, deusa do meu mundo. Senti que o meu coração comecava, lentamente, a amar-te. Queria beber mais que as tuas palavras, queria provar o sabor dos teus lábios. Quis sentir o teu calor físico enquanto suava com a temperatura do teu olhar. E tremi! Perante a o reflexo de uma paixão. E, em nervos banhado, beijei-te. A minha alma estarreceu perante tal fenómeno. Saborei-te com tanto agrado... E vi que realmente o teu beijo era mais que um toque de lábios... Era uma alma que, realmente, gostava de mim. E Morri nesse dia. Dei lugar a uma nova pessoa. Alguém que sentiu o que é ser gostado...

E o que sou agora, meu anjo, é apenas o que sempre fui. Mas com uma conquista. E não és tu a minha conquista. É o teu amor por mim... Vejo-nos como uma só existência. E Amo-te. Mais que a própria lua. E tu, só tu, saberás o que é amar alguém assim. O que eu sou agora? Alguém que sentiu o que é ser gostado...

Publicado por Downthesun em 12:29 AM | Comentários (3) | TrackBack

fevereiro 22, 2004

Good God

Arde nas profundezas de um inferno só meu. Sente a chama da minha ira penetrar a tua alma e geme em agonia suplicando um perdão impossível. O que tu és, o fedor que emanas, passou de despercebido a incomodativo. Incomoda-me e pisar-te-ei como uma barata. Farei da tua existência pseudo-melanco-depressiva algo assombroso. Merda fazes, merda levas. A vida é minha, nada te dá o direito de interferir nela. O facto de respirares altera o ciclo do meu quotidiano. Sonho contigo empalado numa vara feita de vingança. E tudo devido à tua estúpida micose cotovelar. Quero ver-te sufocado pelo meu sémen, fornicado pelo meu bisturi e torturado com as minhas palavras.

Ódio? Não... Não mereces tanto. Raiva e nojo? Com toda a minha alma. Perguntas porquê? Porque sais da cama todos os dias...

The Dead Poet

Publicado por Downthesun em 12:04 AM | Comentários (2) | TrackBack

fevereiro 21, 2004

?!

E se eu descobrir amanhã que estou a morrer... vais amar-me como hoje, ou vais fingir que não me vais perder nunca?!

Publicado por Lady Sianna em 11:17 PM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 20, 2004

A Noite

High heels of crystal
stuck in the heart
daylight that heals
the fullmoon scars
Spider strategy
and the wish to be
at one with me
throughout the fright

It is so real
So full of light
(when) Nocturna steals the night

Sister of cain
all our breed slain
the youthful oath
is still the same
le mal de vivre
that never ends
but the hunt (for you) goes on
throughout the night

It is so real
So full of light
(when) Nocturna steals the night

Nocturna in Darkness & Hope

Eu tenho que, quase obrigatóriamente, dividir um dia em duas partes. Falo do dia e da noite. Porquê esta divisão? Simples, são duas dimensões totalmente diferentes, onde eu consigo viver e sentir de forma diferente. Do lado maternal herdei o "vampirismo". Sou um noctívago e com muito orgulho. Penso, trabalho, falo e vivo melhor de noite. É um mundo aonde as trevas andam de mãos dadas com o luar. Olhar a lua, na sua imensa beleza, é um privilégio, mais ainda, é como olhar as 7 maravilhas do mundo concentradas numa só. É costume na nossa civilização associar-se o anoitecer ao perigo. Que falso. Nada mais seguro que a noite... E noite embebeda o meu espírito com o seu licor de perfeição. É onde a minha alma, finalmente, descansa.

E o que pode ser melhor que mergulhar na imensidão de uma noite? Passar horas a fio numa madrugada apenas a pensar... Ou então acompanhado com um bom whisky... Malte fermentado acompanhando os belos acordes de uma página. Páginas, inúmeras páginas, de um livro infinito. Propôr um brinde às estrelas... Amo a noite. Talvez por isso eu tenha um fascínio gigantesco por vampiros. Ficção ou não... Eles existem na minha mente. Seres das trevas que são capazes de amar a noite mais que eu...

Publicado por Downthesun em 07:22 PM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 19, 2004

Opium

Louvados sejam os tempos em que, realmente, via-mos a nossa ingenuidade como uma virtude. Quando as nossas ofensas e pecados "não eram por maldade". Uma vez, num planeta distante, noutra dimensão, houve felicidade. Houve o nascer de um Sol cuja alegria e bem-estar iluminava todos os mortais. Era aquele conto em que "viveram felizes para sempre". É pena... Que seja, efectivamente, noutro planeta, noutra dimensão. O Sol que, ciclicamente, brilha sobre mim ilumina bem demais o meu caminho. Mostra-me os factos, a realidade. Mostra a decadência que nós, mortais e moscas num universo cuja grandiosidade é, literalmente, infinita, vivemos e respiramos todos os dias. E decadência é eufemismo...

Já dizia o Pessoa :

"Por isso eu tomo ópio...é um remédio,
sou um convalescente do momento
moro no rés do chão do pensamento
e ver a vida passar faz-me tédio..."

Viver a vida alucinado. E assim se criou um grande poeta, trancado nas suas, inúmeras, dimensões de ilusão e fantasia. Viver sem o cordão umbilical que a sociedade representa. Não seria aliciante? Eu acho que sim... Voar, para longe, para outro lugar, e vagear apenas na imensidão da nossa mente.

You don't know what's like to be... dead inside.

Publicado por Downthesun em 11:23 PM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 16, 2004

Needles...

Acordei. A enxaqueca de ontem permanece e o meu corpo é agravado com dores de garganta. O mal veio por bem, fiquei na cama, dormi mais tempo. Sabe sempre bem interromper a rotina, o quotidiano. Ainda me lembro dos meus síndromas de preguicite aguda de há uns anos. As vezes que eu usava e abusava das minhas enxaquecas. Assim, desta forma, conseguia ficar em casa, resfastelado a ler um livro, ver um filme... E não tinha que viver com a população estudantil da minha escola que, apesar de tudo, eu tanto odiava. E esses dias eram aproveitados até à última gota, comigo a sonhar. A sonhar no conforto de uma solidão que, tantas vezes, desejei que fosse eterna. Viver nos recantos da minha alma, auto marginalizando-me do mundo que me rodeava. Sem ter que fazer um esforço para me adaptar e ser querido no meio escolar. As saudades desses tempos... Em que a minha personalidade ia sendo moldada ao sabor dos dissabores que vivia. Aprendi a apreciar a diferença. A sentir orgulho em mim pelo simples facto de ser diferente...

Um bom rebelde. Sempre o fui. As amarguras que se originaram do meu sentido hiper-crítico, a falta de compreensão e a rejeição foram os meus mestres. Os meus tutores. À dor devo a minha personalidade e carácter. E hoje recordei esses tempos que, apesar de distantes, são parte de mim. Pertencem-me. Todos nós temos estes momentos que, apesar de por vezes aparentarem estar esquecidos, regressam quando menos esperamos. E faz bem recordar o que passámos. No meu caso, ajuda-me a compreender a minha existência. Lembra-me que devo agarrar aquilo que tenho, que amo, e lutar por algo melhor.

Publicado por Downthesun em 03:51 PM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 14, 2004

Magdalena

Falando em anjos...

Overcome by your moving temple...
overcome by this holiest of altars...

So pure so rare
To witness such a earthly goddess
I lost my self control beyond compelled to
throw this dollar down before your holiest of altars

I'll sell my soul, my self-esteem,
a dollar at a time for one chance, one kiss,
one taste of you my magdalena.

I've beared witness
to this place, this lair, so long forgotten
so pure, so rare, to witness such a
earthly goddess

and I'd sell my soul my self-esteem a
dollar at a time
for one chance one kiss one taste of you my
black madonna

I'll sell my soul my self-esteem a dollar
at a time
for one taste,one taste, of you my magdalena


Publicado por Downthesun em 04:49 PM | Comentários (0) | TrackBack

I think me, I want life!

Têm sido muito preenchidos os meus dias. As últimas semanas. Quebrei uma rotina literária quase diária. Dei cabo de um hábito que, agora vejo, só me fazia bem. Estou à umas horas a pensar na minha vida. No seu passado, no presente e no futuro. A vida do ser humano é munida de inúmeras fases. Pequenos segmentos temporais onde vamos experienciando vários acontecimentos diferentes. Encaramos o que é nosso de modo diferente, pois o nosso estado de espírito diverge. Mas são as fases, como eu lhes chamo, que nos fazem crescer.

Tenho andado anestesiado. Completamente fora de mim. Num estado que mais parecia uma overdose de ansiolíticos. A pressão escolar e a sua respectiva avaliação têm-me dado muito em que pensar. Estudar. Tenho tido muito em que pensar...

E parei para pensar um bocado. Hoje. A vida continua a ser sofrimento. Continua a ser dor. A angústia permanece na minha alma, como uma espada num cadáver. É lacinante a amargura proviniente do que me rodeia. Sempre foi assim! Porque é que havia de mudar. Andei-me eu a iludir nos últimos tempos com a uma falsa felicidade. Não, felicidade não existe. Existem bons momentos, momentos de alegria. Não existe a felicidade total, é perfeitamente utópica essa definição. Agora pergunto o que terá acontecido... E a resposta é tão simples... Deixei de viver a minha dor numa efémera solidão. Passei a beber a tristeza e a amargura com mais alguém. Comecei, inconscientemente, a canalizar o que de nefasto existe na minha existência, para um Anjo. E ele aceitou. Sem hesitar abraçou a minha alma e bebeu a minha mágoa. Obrigado. A felicidade não existe... Mas existem boas pessoas, pessoas que nos fazem sentir melhor na vida. Pessoas que adoramos/amamos sem qualquer hesitação ou pedido de algo em troca.

E morre mais uma fase...

Publicado por Downthesun em 04:31 PM | Comentários (1) | TrackBack

fevereiro 10, 2004

Nodoby came

Laying lost and wounded
Just myself to blame
Have no life and
Being hand-fed pain

Head's a crying wasteland
Filled with shame
Cried for help before and
Nobody came

His father beats him
No hesitation
His face left dripping
In humiliation

As he lies wounded
His father turns to clay
A frozen statue
Can't walk away

His head's a crying wasteland
Filled with shame
Cried for help before and
Nobody came

To see what I can lose again
For being the victim

No

Silverchair in Freak Show

Publicado por Lady Sianna em 12:16 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 05, 2004

Regurgitação Cerebral...

Existem momentos, fases, defeituosas e escusadas, na nossa vida. É com alto teor de angústa que elas surgem. São como pequenos passos de seda num corredor de madeira velha que, por mais que queiramos, se ouvem no grito imenso da impotência. Somos deixados para trás pela nossa alma onde se invade um espaço totalmente cadavérico, aonde o ar se sente sufocado. Sente-se o cheiro da morte. O desagradável odor a putrefacção mental. É estarmos seguros por um fio, tão fraco, que faz com a nossa queda mais pareça suicídio.

E eles estão connosco. Alimentam-se a manipulação e a ignorância. Por isso eu me calo. O meu silêncio será sempre a ignorância deles. Eles, os zombies, sentem-se contentes e alegres no mundo deles. São reis e senhores do que é nada. Do que é repleto de vazio e de inteligência. São os imperadores do reino da estupidez. São a arrogância sob a forma de um espírito. Partilham o meu ar, pesado e morto, e vivem debaixo do mesmo céu. Lua, estrelas e magia vêm eles... As nuvens, escuras e tristes, vejo-as eu. Vejo a hipocrisia nocturna, vejo o falso amor à Deusa. À Lua.

E ele, o anjo vive. Passeia-se por esse mundo fora, protegido com a verdade. Que ténue protecção. Uma bolha de ar que se rebenta com ódio. E isso fere. Todos nós. Principalmente ele, o Anjo. Mas é ele que me sorri quando nada vejo de risonho. É nele que me vejo e acabo. E vivo...

Meus sonhos, tesouros perdidos! Alimentem-me mais um bocado, dêm-me a Esperança que tanto amo. Deixei-me viver de dor, mágoa e um aroma de felicidade. Assim viverei realizado. Não me deixem cair no ódio, nem na ignorância, nem na arrogância. Não quero ser Zombie.

Publicado por Downthesun em 09:12 PM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 04, 2004

Victim Of The Paranoid

Tranca-me. Na solidão efémera de uma sala sem janelas. O ar fede a desgosto e mágoa, culminadas na urge da vingança. Existem dias em que o sol simplesmente não brilha, as estrelas são escondidas por nébula. Aqui eu confesso... Sinto uma amargura misteriosa.

O mundo que me rodeia faz-me sentir canibal, sinto desejos que me aliciam a saborear carne humana, ver a que sabe a carne de uma espécie nojenta e deformada como a nossa. Dou por mim a fechar os meus olhos e deixar que o fluxo imaginário do pensamento me leve a um lugar onde tudo o que eu vejo é morte. Onde o nada impera, a escuridão brilha e a dor se come. Tudo o que eu vejo para o futuro é negro. Cheira-me a sangue... Arrepios na espinha juntos com uma raiva inexplicável explodem numa combustão de emoções. O que eu sou? Porquê esta necessidade estúpida de afirmação? Não sei... Só sei que não quero viver em decadência. Quero ser diferente, ser algo que não seja mais uma cópia.

We are born in silence, with barcodes on our necks...

Refutação e revoltas são nada mais que gemidos. E precisamos de gritos. Convivo com conformisto e apolíticismos... Não há é interesse. Estamos a tornar-nos perigosamente preguiçosos. Não vejo esperança. Não vejo nada! Vejo apenas zombies. Corpos rotineiros num dia-a-dia desprovido de vida.

Acabei o dia a compreender uma coisa... A necessidade de se precisar de acreditar em algo de superior. Forças sobrenaturais. Desconfio que, nos recantos da minha existência, acredito em algo de superior. Na Natureza como algo que controla o rumo das coisas... Quem sabe, a natureza não nos estará a dar uma valente lição?

"I can't take this anymore" in Victim Of The Paranoid, SIX FEET UNDER

Publicado por Downthesun em 11:58 PM | Comentários (0) | TrackBack

Cronologias...

Tempo, definição tão subjectiva quanto o meu gosto por cores pesadas. Terminologia inventada e sugerida por nós, humanos, para conseguirmos de alguma maneira assentar os movimentos que já passaram. Estamos presos a uma linha, apesar de ser totalmente invisível e imaginária, tão ténue que é impeditiva de tantas explicações... Mas já me estou a afastar dos temas fulcrais do post... Quero falar de evolução.

Às 11:59 do dia 17 de Setembro de 2003 deu entrada o primeiro post deste humilde blog. O seu título era "O Acordar do pensamento...". Desde então desvaneios políticos, religiosos, humorísticos, saudosistas e claro filosóficos tomaram conta deste pequeno espaço on-line. Estão registadas opiniões e posições que, de alguma forma, pintam a tela dos seus autores. Já vamos, a contar com esta entrada, em 102 posts... Já são mesmo muitos desvaneios... Estarei louco? Momentos de angústia e dor estão aqui retratados... assim como auges de alegria! Cúmulos de dissertações e considerações filosóficas... Devem estar para aqui algures. E contínuo eu a ser um dos leitores mais assíduos deste blog... Como já referi anteriormente adoro ler as minhas escritas. E, tal como todas as outras coisas, há evoluções. O meu próprio estado de espírito alterou-se(assim como outras coisas em mim...) e vejo-me agora de outra forma. Claro que se deve notar uma certa quebra de temática a partir de certa altura... Mas isso está adjacente à evolução de cada um de nós... Estamos sempre a mudar!

Acreditei, muito ingénuamente, em mudar mundo com as minhas acções! Quis ser revolucionário e combater as injustiças do mundo. Quis ser guerreiro... Mas a minha arma era apenas uma bic... E ficou sem tinta. Muito eu estudei, por livre e espontânea vontade, os vários pensamentos políticos... Procurei neles as suas vantagens, o seu melhor. O não olhar para as, mais que óbvias, falhas fez-me lutar em vão por um ideal que, tal como outra forma de organização política, não passará de uma utopia. O homem é um animal político disse uma vez um filósofo grego... Até concordo, se tirarmos a palavra pólítico da frase. Organizar-nos em sociedade é, hoje em dia, algo de utópico, porém bonito, pois não estamos livres de imperfeições! E não me refiro às "imperfeições" genéticas de Hitler ou de alguns eugenistas Americanos... Refiro-me aos pequenos "pecados". Sim, à arrogãncia, à ganância, à crueldade, à ambição... A tudo o que provoca injustiça. Caí num poço sem retorno. Estou no meu próprio mundo... Anarquia impera! Mas recuso-me a ser anarquista! O Socialismo total, além de belo, é totalmente imperfeito! Vai levar à extinção da nossa raça, a humana. Então o que é que sou? Apolítico? Assim sou "mais um daqueles irresponsáveis que não se preocupam". Então o que é que sou? Nada! Apenas mais um peão inconformista numa sociedade que fede a degradação e desigualdade. Se sou nada... sou, em espírito, um nihilista. Nunca na prática. Quero ver a minha raça, a sociedade que me rodeia, a viver em harmonia. Quero lutar pelo o que acho justo e deixar a boa e bem-feita justiça imperar. Mais uma utopia... Mas não existem ideais... Apenas utopias. E algumas fazem-nos sentir bem...Depende do tempo; mais cronologias...

Publicado por Downthesun em 12:14 AM | Comentários (1) | TrackBack

fevereiro 01, 2004

Noite de Saudade

A Noite vem poisando devagar
sobre a Terra, que inunda de amargura...
E nem sequer a bênção do luar
A quis tornar divinamente pura...

Ninguém vem atrás dela a acompanhar
A sua dor que é cheia de tortura...
E eu oiço a Noite imensa soluçar!
E eu oiço soluçar a Noite escura!

Porque és assim tão escura, assim tão triste?!
É que, talvez, ó Noite, em ti existe
Uma saudade igual à que eu contenho!

Saudade que eu sei donde me vem...
Talvez de ti, ó Noite!... Ou de ninguém!...
Que eu nunca sei quem sou, nem o que tenho!!

Florbela Espanca in Livro de Mágoas

Publicado por Lady Sianna em 06:39 PM | Comentários (2) | TrackBack

Numa tarde como a de hoje...

Numa tarde cinzenta como a de hoje procuraste-me! Sentaste-te ao meu lado numa esplanada de Lisboa e disseste-me… contaste-me como tinhas arruinado tudo o que eu dava como certo, mostraste-me como era vão confiar numa espécie tão cobarde como a humana…
Lembro-me de, após as tuas palavras, ter chorado, lembro-me de me teres perguntado “Estás bem?!”, lembro-me da minha raiva, lembro-me de me sentir vazia e insuportavelmente completa ao mesmo tempo, lembro-me de ter explodido em mil pedaços, lembro-me de ter apanhado o meu coração do chão e ter saído dali a correr…
Hoje lembro-me de te ter amado e de te ter odiado… Hoje não me recordo desse momento, mas sei que vivo todos os dias com os efeitos dele… Hoje já não te guardo rancor, pois aprendi que nem todos são como tu, fracos e infiéis!

Publicado por Lady Sianna em 03:13 PM | Comentários (0) | TrackBack