dezembro 29, 2003

Insignificance

Insignificance

All i know, it's no one's fault
Excuses turn to convent walls
Blame it all on chemical intercourse
The swallowed seeds of arrogance
Breeding in the thoughts of ten thousand fools that fight irreverance
The full moon is their skin
The one down here's wearing thin
So set on the temperance as the human tide goes in
Like a ball that's spinning round
Bomb's dropping down over here...
On the ground, this is a spell
To overwhelm
Bombs dropping down, please forgive
Long time in our insignificance
Turn the juke box up he said
Dancing in irreverance
Play c3, let the sun protest
The place began to share
Perfect lefts come rolling in
I was alone and far away, hey..
When i heard the band start playin'
On a left they take a vow
Dropping down over here
On the ground
This is a spell to overwhelm
Bombs dropping down, please forgive
Long time in our insignificance
A spell...
To overwhelm
Bombs dropping down, please forgive
I'm down in our insignificance
Oh...in our insignificance

Pearl Jam in Binaural

Publicado por Lady Sianna em 09:41 PM | Comentários (1) | TrackBack

dezembro 28, 2003

Downthesun's Hopetears

O título e a entrada em si são coisas que já me pairam na cabeça há algum tempo. Mais concretamente, para os mais entusiastas leitores do blog, poucas semanas após a sua formação. Escrever um entrada com o nome do blog teria que ser algo de especial. Já foi aqui dito, mais que uma vez, que a esperança num sentido, digamos extremamente polivalente, é a minha razão de viver. Que fique para o registo que o nome do blog foi conseguido em conjunto por mim e pela Lady Sianna e que, consequentemente, esta entrada não implica a visão dos dois bloguers, apenas a minha.

Hopetears. Ora então que se traduza este título estrangeiro para o nosso(pelo menos para mim), tão amado, português: Lágrimas de Esperança. Todos nós choramos. Uns mais que outros mas não é isso que nos torna mais ou menos que outras pessoas. É a textura das nossas lágrimas que diz quem nós somos. Eu choro muitas vezes. Mas numa noite de inspiração resolvi transformar, pelo menos na minha mente, a textura das minhas lágrimas outrora encaradas de dor, para esperança. Quando choro, choro de raiva, dor ou frustração. Por vezes até alegria. Mas a esperança está lá. Eu sinto-a. Move-se dentro de mim, sussura-me imagens na minha mente, imagens essas de um mundo ou vida melhores. É um ideal que, lentamente, fui assimilando em tempos não muito idos.

Hoje posso comprovar que realmente é pela Esperança que se deve viver. Durante anos o meu coração foi negro. Maltratado e inamado. Pesava-me na consciência um desgosto... De não me sentir amado ou gostado. Hoje em dia tenho um anjo. Por ela sorrio todas as noites antes de adormecer, e dela sinto o seu gostar. Isso deixa-me feliz. É por encontrar pessoas assim que vale a pena viver.

Para finalizar dedico uma frase da "Fogo & Noite" dos Toranja ao meu anjo:
"Estava escrito... E o mundo só quis virar, a página que um dia se fez..."

Sempre vosso,

Publicado por Downthesun em 02:08 AM | Comentários (4) | TrackBack

dezembro 27, 2003

Tributo Ao Pipi

Não resisti. Foi mais forte do que eu e por isto mesmo sou um roto, pipianamente falando claro. Comecei a ler hoje a bíblia literária, o manual eterno de qualquer ser humano(independentemente do seu sexo), o pilar(não confundir com pila) de qualquer civilização que é o Livro "O Meu Pipi". Ora aqui pretende-se louvar com uma supra-distinção o trabalho épico que é a escrita literária e divinal do Pipi. Os assuntos abordados por este, repletos de um sexismo inagualável em Portugal(dai ele ser um génio), não é o mais importante. É sem dúvida a qualidade e erudismo dessa mesma escrita. Através de vocábulos bastante comuns e menos formais(as famosas caralhadas do pipi) consegue-se obter e usufruir(não confundir com abuso sexual) de uma comicidade nunca dantes vista. É nas suas descrições, quer sejam reais ou fictícias, que encontramos o suminho da alma portuguesa, suminho esse(não confundir com espera ou langonha) extremamente aliciante para a leitura. Muitos dos vocábulos usados, devido ao seu arcaísmo, por si só têm piada. É de pessoas como estas que Portugal precisa! Não como mestres e gurus da "Ciência Da Foda" mas sim como pessoas que conseguem exprimir emoções(não confundir com verrugas ou borbulhas de cariz sexual) através das suas palavras.
Os meus sinceros parabéns ao anónimo Pipi.

Publicado por Downthesun em 10:44 PM | Comentários (1) | TrackBack

Antídoto

"As palavras são, tantas vezes, feitas daquilo que significamos"

José Luís Peixoto in Antídoto

Publicado por Lady Sianna em 05:49 PM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 24, 2003

Natal...

É a celebração do nascimento do puto que mudou o mundo. Pelo menos cronologia... E época natalícia, desde que a febre que se tem em criança das prendas, nunca teve mto significado para mim. Tinha o hábito de me deixar deprimido e apático pois nunca vi nada pelo qual devesse estar feliz. A revolta imperava quando via a hipocrisia das pessoas que parecem que só se dão bem nesta época...

As pessoas durante o ano são sempre egoístas e arrogantes e não vejo(nem percebo) o porquê de alterar isso só por causa de uma quadra. Mas houve uma pessoa que me disse que tem um sonho com o Natal. De o passar com pessoas que verdadeiramente gostamos. Pensei muito nisso e súbitamente desejei que o mesmo se passasse comigo. Assimilei lentamente esse mesmo sonho. Mais um vez há que ter a esperança de se ter algo que sonhamos, pois sem esperança não somos nada.

Hoje, em pleno auge natalício, sinto-me diferente. Os problemas são os mesmos, mas parecem que não me conseguem atingir. Continuo maravilhado por um sonho que se veio a tornar realidade. Tenho finalmente um anjo a meu lado. Este dia, passei-o a pensar nela, no seu sorriso, nos seus sonhos e na sua voz. Pensei também nos problemas que me incomodam, mas talvez de forma "egoísta" o facto de estar apaixonado influêncie o criar de um escudo. Ainda bem! Vou passar o Natal com 4 seres que adoro mesmo muito e só tenho é que aproveitar não é?

Eu não sou feliz. Mas ando feliz. Ando contente e alegre com algumas coisas. E é por estes momentos que se deve viver. Abraços e beijos para os leitores do blog e já agora... Bom Natal.

Sempre vosso,

Publicado por Downthesun em 06:04 PM | Comentários (1) | TrackBack

Merry Xmas

Apesar de as palavras Paz e Amor pouco significarem para a maioria da nossa sociedade, continua a desejar-se um Feliz Natal!
E por isso, e para não ser muito diferente, desejo-vos um Feliz Natal, mas com a esperança que todos vós (e eu também), um dia, tenham um Natal puro e cheio de significado, e não puramente consumista!
Para já, dou os parabéns à Maria... um Feliz Natal para ti e para a família que vais conhecer hoje!

Publicado por Lady Sianna em 02:53 PM | Comentários (2) | TrackBack

dezembro 18, 2003

Nothing Else Matters

Hoje aconteceu-me, uma vez mais, constatar que simplesmente as pessoas com que estou regularmente, são nada mais que peões numa sociedade cada vez mais ôca. Sem querer parecer arrogante, pois espero bem não o ser, não me sinto bem ao pé de muita gente. Acho-os uns "patetas alegras", cujas vidas e personalidades são moldadas de acordo o que a maioria quer. Os temas de conversa são modelados por um rotina que considero agoniante. Sempre as mesmas coisas. Sinto-me sempre desconfortável, a mais, porque não me surte o desejo de conversar com essas pessoas. Em parte, sinto-me superior porque não me deixo ir na corrente de aceitação geral. Prefiro sempre o isolamento nos meus pensamentos ou num livro pois conferem-me uma alternativa muito mais apelativa à do que ficar na conversa.

E o que faz existir este vazio na juventude portuguesa? Neste típico esterótipo que encontramos no trabalho, na escola e em qualquer lado? Não nos preocupamos com nada, somos egoístas.

Estes foram os meus pensamentos durante o dia... E, estranhamente, ecoava-me uma melodia na cabeça... a da Nothing Else Matters dos Metallica... Como fim de post, deixo-vos aqui a letra da música.

So close no matter how far
couldn't be much more from the heart
forever trusting who we are
and nothing else matters

never opened myself this way
life is ours, we live it our way
all these words I don't just say
and nothing else matters

trust I seek and I find in you
every day for us something new
open mind for a different view
and nothing else matters

never cared for what they do
never cared for what they know
but I know

so close no matter how far
couldn't be much more from the heart
forever trusting who we are
and nothing else matters

never cared for what they do
never cared for what they know
but I know

never opened myself this way
life is ours, we live it our way
all these words I don't just say

trust I seek and I find in you
every day for us something new
open mind for a different view
and nothing else matters

never cared for what they say
never cared for games they play
never cared for what they do
never cared for what they know
and I know

so close no matter how far
couldn't be much more from the heart
forever trusting who we are
no nothing else matters

Sempre vosso,

Publicado por Downthesun em 08:12 PM | Comentários (7) | TrackBack

dezembro 16, 2003

Refuse/Resist

Somos nada. E nada continuaremos a ser enquanto perdurar o sentimento de conformismo. Com ódios irracionais, individualismos excessivos e hipocrisias arrogantes se faz o retrato do mundo em que vivemos. Do que nos rodeia. As pessoas preocupam-se, mesmo que seja inconscientemente, em agradar o próximo, destruindo/omitindo o que na realidade são. São poucas as pessoas que ainda vivem de acordo com os seus princípios, mantendo os seus traços de personalidade. A cada dia que passa procura-se sempre a forma mais cómoda de aceitação, atreveria-me a dizer, de molde à sociedade que nos rodeia. Perdem-se os ideais, perde-se o carácter. Se defendemos algo temos que saber justificar e sentir no fundo na alma o porquê! Mesmo que para outros seja completamente inaceitável temos que nos preparar para nos pormos a nós próprios em causa. Se não nos conhecermos quem conhecerá?

Em vez de nos preocuparmos com os maniqueísmos habituais da nossa realidade, da distinção entre o bom e o mau, entre as melhores ou piores escolhas, temos que nos cingir em sermos correctos, de acordo com aquilo que defendemos. Sem, no entando, pormos em causa os que nos rodeiam. A nossa liberdade acaba onde começa a dos outros. E há tanta injustiça por esse mundo fora. Não respeitamos o meio em que vivemos, os outros seres que nos rodeiam e como se isso não bastasse ainda temos a lata de nos virarmos uns contra os outros.

A submissividade tem que ser combatida, nem que seja por pequenos gestos. E desanimo ao ver que são cada vez menos os que realmente lutam...

Sempre vosso,

Publicado por Downthesun em 05:03 PM | Comentários (6) | TrackBack

dezembro 15, 2003

My Magdalena

São ventos mais quentes que sopram na minha alma fria. É toda uma nova aura que me envolve. A sua duração, tipicamente, não é eternamente duradoura, mas numa antítese simples, o sentimento que a provoca é mais do que forte. Hoje, mais uma vez, andei com um sorriso mais que parvo, até o ostentei quando à noite cheguei a casa e tive que enfrentar uma tempestade. Mas é de águas enraivecidas que vivo, e aprecio a cada momento a sua calmaria. Estou mais que contente, irradio felicidade e alegria nos últimos tempos. Encontrei aquele meu anjo que tanto esperei! Deixou de voar sobre a minha cabeça, sob a minha alma, e aterrou, de asas estendidas, no meu coração. Eu sei, estou farto de saber, e é bíblico, que este sentimento inicial é temporário, que depois, independentemente do quão se gosta da pessoa, esta paixão inicial dá aso a uma relação mais sólida e calma. Mas Deus, como eu adoro esta sensação!
Mais não consigo escrever, mas apesar de estar nas nuvens, cá ando... =)

Publicado por Downthesun em 08:48 PM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 14, 2003

Um sorriso parvo..

Gostava de conseguir partilhar convosco a leveza que eu hoje sinto, o sorriso que não me sai da cara. Queria que conseguissem ver as cores com que pintaram a tela da minha vida, normalmente tão cinzenta.
Mas, talvez produto do meu egoísmo, faltam-me as palavras para vos descrever a minha felicidade...
Vou continuar no meu mundinho aparte, transbordante de sentimentos e pensamentos vibrantes, onde estás tu também!

Publicado por Lady Sianna em 11:07 PM | Comentários (4) | TrackBack

dezembro 11, 2003

Cardiografia...

Sonhasse eu que viria a provar a tua perfeição, a tua plenitude cósmica, sob a forma de um pesadelo. Um pesadelo daqueles que, apesar de estarmos acordados, nos assombram. É dilacerante sentir na pele, na alma aquilo que me fazes embora, e estou perfeitamente consciente disso, seja feito de uma inconsciência ingénua. Essa tua traição fatal no meu coração doeu-me estupidamente.

Mas o ingénuo sou eu. Quem me mandou apaixonar-me por ti? Se Deus existe, Deus castiga. Por ti, aos poucos, vendi os resquícios da minha alma, vendi alguma amizades e ofereci-te de bandeja o meu coração. Erro estúpido o meu. Lentamente, depois de me sentir humilhado e pior ainda, abandonado, fui caindo num estado psicótico de indiferença e dor. Andei a vaguear pelos confins da minha existência, perguntando-me e analisando quem era. Ainda me lembro daqueles dias ôcos, em que não vivi, nem sequer existi, em que a única prova física que estive ali, na minha cama, eram as lágrimas secas na minha face. Desejei-te mais que nunca e isso levou-me à beira da loucura. Enlouqueci de raiva e angústia onde ponderei nas mais radicais, egoístas e absurdas hipóteses para te ter. Nasceu um Ódio em mim. Nunca tinha sentido nada de tão forte, tão negativo. Mas o Ódio, apesar de parecer ser vindo de ti, vinha de onde eu menos esperava. De mim. Foi o culminar da minha indignação perante a vida e isso... Isso doeu. Andei contra tudo e todos, numa tentativa desesperada de aliviar o que sentia. Fui injusto, mais que injusto, e iludi pessoas. Com o meu falso amor. Usei descaradamente uma pessoa, mas acredita, que todos os dias me arrependo do que fiz.

Nasceu uma nova aurora em mim. Progressivamente abri o meu coração, deixei entrar nele os que tinha a certeza que me amavam, os que me conheciam ao ponto de merecerem a minha compreensão. E eles ajudaram-me. Isto é Amor. E de ti? O que sinto? Já foi ódio, raiva e nojo... Agora? Indiferença total. Tu para mim não existes e vivo contente com isso...

Anónimo

Publicado por Downthesun em 01:14 PM | Comentários (1) | TrackBack

dezembro 10, 2003

Carrocel

Entrei na viagem do carrocel, do meu carrocel de sensações...
Habilitei-me a deixar tudo para trás, a experimentar novas sensações, a percorrer freneticamente novos caminhos... sem saber qual a nova lição de vida que vou tirar disto.
Voltei a rir sem razão, a chorar com velhas angústias. Voltei a olhar para o passado e chorar e abrir um sorriso face ao futuro. Voltei ao ponto em que a minha loucura é aceitável e sã!
Depois de um ontem de risos e de uma noite de choros, o hoje foi um ponto de acalmia nesta nova jornada... sentei-me, apreciei o calor do sol, falei, e senti-me de novo com os pés na Terra, mas também sei que foi só por momentos...
Gosto desta esquizófrenia, gosto dos teus desafios... Se parar de sentir paro de viver...
Ganho coragem e dou o próximo passo...
Não quero que esta viagem de sensações acabe, pelo menos assim sinto-me viva!

Publicado por Lady Sianna em 06:09 PM | Comentários (1) | TrackBack

dezembro 09, 2003

Tales From The Hardside...

Enquanto dedilho o teclado para escrever esta entrada sou enfeitiçado por um cigarro acompanhado da One dos Metallica, a minha neura transforma-se agora em apatia. Estar em casa torna-se, a cada dia que passa, um sufoco, e por mais que eu tente, é-me díficil respirar liberdade. Sou um preso da minha própria consciência, da minha inutildade perante os que me rodeiam. Não me recordo de um dia em que tenha chegado a casa e sentir-me num lar carinhoso...

Ontem, na minha divagação mental, caí numa insónia daquelas que já não tinha à muito tempo. Queria desesperadamente dormir, para estar minimamente "fresco" para o teste de hoje(que, por milagre foi adiado), mas não conseguia. Impressão no estômago, ansiedade e pensamentos a velocidades vertiginosas afastaram-me durante horas o sono. A última vez que olhei para o relógio eram 4:54 da manhã...

Hoje a minha existência foi nula. Não vivi. Acordei num estado zombie onde a minha má disposição matinal me fez quase cair na banheira. Tonturas atrás de tonturas. Não me conseguia concentrar em nada, estava completamente alheado do que me rodeava. Não me apetecia falar e isso deve ter sido óbvio para os meus colegas cujo cliché irritante do "Estás bem?" foi-se repetindo ao longo do dia. Que frustração.

Disseram-me ontem, e eu estou ciente disso, que é só uma fase. Mas estas "fases" são sempre dolorosas. Pelo menos para mim. Não consigo ser eu em minha casa. A minha máscara já é tão espessa que já não me conhecem. Conhecem um ser totalmente diferente, desprovido de problemas de maior. É o que eu sou no meu "lar". Um estranho. O meu santuário é o meu quarto, onde as suas paredes é que sabem quem realmente sou. Chamem-me o que quiserem: nómada, vagabundo e estúpido. Não me conhecem. Até os dedos de uma mão são muitos para contar os que realmente me conhecem. Ainda menos são os que me compreendem. Não me refiro à compreensão das minhas atitudes, mas sim, à compreensão da minha existência.

Nos dias 20,21 e 22 vou desaparecer. Vou para longe da minha, tão amada, cidade. Preciso de me afastar dos que me rodeiam para ver se organizo a minha mente. A minha vida. Afasto-me com a esperança de ser mimado e encontrar ai alguma espécie de consolo. Preciso urgentemente deste afastamento.

As últimas palavras desde post estão a ser escritas ao som da Fade To Black dos Metallica. E é isso que me está a acontecer. Sinto-me, lentamente, a morrer por dentro, com saudades de tempos aúreos, tempos de uma mínima felicidade...

Sempre vosso,

Publicado por Downthesun em 05:15 PM | Comentários (4) | TrackBack

dezembro 08, 2003

Carta de suicídio

"Fria torna-se a minha fútil existência. Respirar o ar de um mundo imundo como este é sufocante, acordar para o dia novo tornou-se demais para mim. Perdi toda a minha vontade de viver, de abrir os olhos e de saborear aqueles momentos que nos alegram. A dor de viver é insuportável. Nunca tive mais que uma semana seguida feliz e alegre. Doi-me todos os dias encarar este facto. Nunca fui amado e, no entanto, já amei perdidamente. Sou um poço de humilhação e concentrações nojentas.

O meu coração é negro como a noite. Já nada o ilumina. Não sinto o meu corpo, não sinto nada. Estou anestesiado à demasiados anos. Preciso de parar de sofrer. Começo a sentir-me tonto dos comprimidos tomados... Uma caixa inteira de Clonix... Vejo as coisas desfocadas. Sorrio de não sentir nada. Espero que sintam a minha falta com a minha morte, porque em vida, nunca o demonstraram.

Sick one.

P.S.- Pelo menos não doeu..."
Este é o meu maior medo. De atingir este estado de impotência perante a vida. Onde os sorrisos surtem em nós o efeito de facas... Temo mais a vida que a morte.

Sempre vosso,

Publicado por Downthesun em 11:42 PM | Comentários (4) | TrackBack

dezembro 07, 2003

Hill Billy

Li, em tempos, uma coisa que me fez pensar na minha vida... Acho que foi a minha primeira "crise existencial". Não me recordo do livro em que li isto embora já tenha procurado vezes sem conta.

"Aquilo que tu fazes, regressa a ti a triplicar..."

A minha vida então era pacata. Não tinha, digamos, preocupações demais. Tinha 13 anos, ninguém da minha escola se dava comigo temendo sofrer o mesmo tratamento dos abruptos, vulgo imbecis que implicam com putos de 13 anos. Não tinha assim grande presença, andava maioritariamente mal-vestido, não por ser uma moda da típica adolescência, mas sim porque corria sempre graves riscos de me roubarem as coisas mais valiosas. Refugiava-me nas melodias dos Metallica e, ocasionalmente, na voz rouca do Kurt Cobain. Nunca questionei a minha vida até esse dia, em que li essa frase.

Eu era maltratado e ignorado naquela altura em que mais nos damos com as pessoas. Muito bem, tinha os meus amigos, mas eram fora do círculo escolar. E comecei a pensar no porque de me tratarem assim. Devo ter feito alguma coisa de mal na minha vida... Nunca encontrei a resposta para esta questão. Com o tempo a minha adolescência e todos os seus problemas bateram-me à porta,mas desta feita com um punhado de pessoas que realmente gostavam de mim. Descobri o que era estar perdidamente apaixonado, o que era ser rejeitado(no sentido amoroso), o que era chorar de solidão mesmo sabendo que tinha amigos ao "virar da esquina". Aconteceram-me milhentas peripécias, umas piores que outras, e foi numa altura, no final dos meus 15 anos que me lembrei da tal frase. Que mal havia eu feito? Nunca consegui descobrir.

Foi nesta altura, no auge da adolescência, que eu fiz asneiras valentes. Desde trair amigos, namorada, família e afins. Enterrava-me numa máscara muito cómoda que eram os efeitos de haxixe. Apenas duas pessoas me perguntaram se eu estava bem. Armei valentes broncas em minha casa, na minha escola, nas aulas, com os meus colegas e isso foi-me deixando num poço cada vez mais fundo. Nesta altura, voltei-me a lembrar da frase. Mas num sentido totalmente diferente. Queria ver como é que me ia doer desta vez que SIM , fiz porcaria.

A dor acabou por ser agoniante. O que me sucedeu, em tão curto espaço de tempo, foi simplesmente péssimo. Senti na minha pele, na minha alma o verdadeiro significado dessa frase que em tempos, tanto me marcou e fez pensar. Julgo que seja por isso que, actualmente, tento ser o mais correcto possível com as pessoas. As lições aprendem-se com os erros... E que erro foi não ter percebido a veracidade da frase.

Publicado por Downthesun em 09:52 PM | Comentários (5) | TrackBack

dezembro 06, 2003

Deixa-me usar-te...

...como o meu santuário. Desde que te Conheci(sim , com letra grande...), não consigo evitar... Eu tenho que me expôr loucamente a ti. Tornaste-te num vício, mais do que saudável, para mim. Deus, como eu te adoro, como eu bebo cada palavra tua, como eu sonho contigo... E no entanto uso-te. Uso-te como "refúgio dos meus sentidos". A minha alma acaba na tua. Fazes parte de mim já te disse?

O que eu me tive que controlar para não te beijar. Mais um pouco mordia-me todo. Lá me escapou o "deja vu", mas isso perdoas não perdoas? Eu navego literalmente no teu olhar. Com hábito aprendi a deliciar-me com o mover dos teus olhos, e com a contracção dos teus lábios. Às acordo angustiado por não te ter. Mas no entanto tenho o que mais adoro em ti. Mas lá está, preciso de ver a tua alma de outra forma. Perdoa-me.

"Without you, everything falls apart" - Nine Inch Nails in A Perfect Drug

Publicado por Downthesun em 11:49 PM | Comentários (1) | TrackBack

dezembro 05, 2003

Discriminação

Andava já com este tema a pairar na minha mente há já algum tempo. Trata-se de um tema que deve ser encarado com alguma seriedade e acima tudo, precisa-se de mentes não-obtusas e preconceituosas. A inspiração para esta entrada está inerente a dois blogs, maravilhosos diga-se de passagem, que eu tive o privilégio de ler. Falo do Blog Assumidamente e do T2 Com Varanda. Acho que toda a gente, mais uma vez friso que não devem ter uma mente preconceituosa, deve ler estes blogs. São autênticos testemunhos de amor e coragem.

A discriminação e ódio irracional impera na nossa sociedade. É um facto, mas sinceramente, custa-me viver com isso. São atitudes perfeitamente neandertais e injustas. Tal como li algures num dos blogs referidos anteriormente, a homosexualidade, o ser gay não é uma escolha. Ou se é, ou não se é. E qual é o mal de duas pessoas do mesmo sexo se amarem profundamente? Eu próprio amo pessoas do meu sexo, só que não me sinto físicamente atraido por elas. Compreendo e aceito a homosexualidade como algo que, julgo, que deve ser perfeitamente natural. Defender que não tenho problemas em ver dois homens a beijarem-se seria uma mentira no entanto. Mas também, muitas vezes, faz-me confusão olhar para um casal heterosexual a beijar-se. São questões delicadas.

Existem por este mundo fora inúmeras pessoas que afirmam não ter problemas com a homosexualidade, desde que, esta seja restrita a sítios privados. Não percebo o porque de os casais gays não poderem andar de mãos dadas no meio da rua, algo que, é maravilhoso fazer quando nutrimos de um amor imenso por alguém. O amor não pode ter barreiras. Tenho nojo de viver num mundo destes, onde a discriminação impera. Espero que em breve, a discriminação se vá desvanecendo e dar lugar a uma liberalização de opiniões sobre algo que é tão natural como beber um copo de água.

Não tenho muito mais a acrescentar, só espero é que leiam os blogs que referi, pois são dos melhores que já tive o privilégio de ler.

Sempre vosso,

Publicado por Downthesun em 05:54 PM | Comentários (2) | TrackBack

dezembro 04, 2003

Dia não

É aquele dia em que a vontade que nos move a sair da cama nos falta. É o cansaço acumulado de várias noites mal-dormidas, são as minhas insónias que, apesar de não aparecerem tão frequentemente, continuam a assombrar as minhas noites. Noto uma fatiga imensa no meu corpo, principalmente hoje. A minha concentração escasseia, juntamente com a secura da minha mente. O sucesso escolar a passar de mau, a humilhante e a minha relação com os meus colegas a tornar-se nula.

Sinto-me um estranho em casa. Ninguém me conhece. Uso uma máscara espessa e cerrada a cada palavra dita a algum familiar meu. Têm ideias fixas, não se preocupam com mais nada a não ser o sucesso escolar. Tenho saudades das conversas que tinha com a minha mãe... conversas que já não posso ter, porque já não sou a criança de 12 anos, cujos problemas eram os meninos que me queriam roubar na escola. Agora, os meus problemas são outros, problemas que da parte de qualquer familiar meu, salvo alguns casos raros, não são compreensíveis. Sinto-me um mendigo nesta casa, um mentiroso compulsivo que esconde a sua mágoa, para não sofrer ainda mais. O meu quarto com o passar dos anos, tornou-se no meu santuário, no meu refúgio e mesmo isso é criticado.

À medida que vou conhecendo as pessoas com que convivo no meu dia-a-dia sinto nojo. São tão superficiais, más e arrogantes que me aflige. Uma maldade inocente, criada pelo meio em que são educados, meio esse que é a nossa sociedade. E ainda me pedem para amar o que há de bom no mundo. Existem coisas boas, coisas a que me posso agarrar e saborear cada momento, mas começam a ser excepções. Odeio conformismos... mas tenho que me conformar.

É deprimente...

Publicado por Downthesun em 07:33 PM | Comentários (2) | TrackBack

dezembro 03, 2003

I just found an angel...

Tirei-te o sono, peço desculpa. Sinto-me culpado por não dormires bem, estragar-te uma noite de descanso por minha causa. Ontem, enquanto falávamos, não foste a única a tremer. De frio e medo. Batia os dentes frenéticamente enquanto o sangue me subia rapidamente à cabeça na última étapa em que tudo se disse.

Fui para a rua ontem eram 1:30 da manhã... o frio estava insuportável, mas precisava de ar puro na minha cara. Os carros passavam na rua e, mais rápido ainda, passavam os meus pensamentos. Verdade seja dita, eu tinha as estrelas, mas estava já, mentalmente, a pedir a Lua. Calmamente, cigarro atrás de cigarro, revi-te. O que sei e sinto de ti. Achei injusto ter-te dito daquela maneira, mas olha, acabei por me "enterrar" ao ponto de ter que dizer. Nem tu imaginas o quanto culpado me sentia por não te dizer. Partia do príncipio que tudo era dito, sem pudor, medos ou tabus... O remorso de te estar, de certa forma, a trair estava a ser insuportável. Eram as "outras coisas" em que precisava de pensar, eram elas o meu remorso.

E luzes acenderam-se na minha alma quando finalmente a minha angústia cessou. Já não tinha nada a esconder-te e isso foi libertador. Mais ainda saber que havia um sentimento, de certa forma, recíproco. Graças a ti andei hoje num misto de felicidade e pânico. Pânico esse que foi apaziguado hoje. Nunca te quereria a voar a meu lado sem certeza. Ai ficaria chateado. Penso que traido, tendo em conta a nossa relação, se me fizesses isso. E tu meu anjo que andas a voar alegremente sob mim, demora o tempo que quiseres a poisar. Se não quiseres poisar, chateado nunca irei ficar, desde que me respeites ao ponto de seres o que és comigo. Outra coisa não espero.

P.S.- 80% das vezes que ouvi "A Carta" foi a pensar em ti.(sim foi um grande elogio) =)

...I just found my angel

Publicado por Downthesun em 11:27 PM | Comentários (0) | TrackBack

Hesitação

Entrei em pânico... deixaste-me sem sono... deitei-me, mas fiquei a olhar os números passarem no relógio...
Chorei com um sorriso na cara, tremi de frio e de medo...
Não vás, mas...
Quem me dera que tudo fosse mais fácil..

Publicado por Lady Sianna em 10:29 PM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 01, 2003

Amor & Morte

Ontem tive uma conversa que me pôs, para variar, a pensar. Eu já há muito que tinha descoberto que associo quase todos os aspecto, sonhos e esperanças da minha vida ao Amor mas, normalmente, nem penso/ligo muito a isso. O engraçado é que, realmente, é algo de muito importante para mim. Não digo que seja 100% benéfico para mim, agir desta forma, mas faz parte de mim. É algo que acho que sempre tive, não creio que vá mudar. Mas disseram-me ontem uma coisa que me tirou o sono hoje... Que não posso centrar a minha esperança de vida no Amor...

Eu devo ser um "eterno apaixonado". Os meus objectivos de vida, a minha razão de todos os dias sair da cama é o amor. É sonhar que um dia virei a ter um anjo a meu lado. Escrevo isto a rir porque desde muito novo que tenho o esquema mental da situação. Acordar, bocejar e sorrir... Saber que tenho o meu anjo comigo.

As saudades que tenho dos meus 15/16 anos. A idade da minha irreverência e revolta desmesurada contra o sistema. Banhava-me em inocência, em estupidez e arrogância. Custou-me caro abrir os olhos nesta idade, foram sucessões muito repentinas. O que eu era, deixou de ser. Senti-me abandonado, sem rumo ou vida. Não tinha prazer em falar, em comer, em sair, em dormir, em nada. Sai do fundo com a luz da minha vida, aquele Amor, algo que me fez, até hoje evoluir para uma postura de vida esperançosa.

Quando questiono os meus valores e objectivos, tremo. O amor não é tudo, já mo disseram. Também já me disseram que a amizade também é importante. Concordo com isto tudo mas, matematicamente falando, na minha vida a amizade se ocupar 40% da minha essência é puro milagre."Quero amar perdidamente..." já dizia a Florbela. Tremo. Quando este sentimento acabar morro. Nada da minha existência se irá aproveitar, tornar-me-ei em algo de nojento...

A minha alma cairá num poço de ódio e mágoa infinitos. Morrerei sózinho sem calor na minha existência. Nada me prenderá à terra, nem amigos, o que me assusta. Viver doi-me todos os dias. E eu choro lágrimas tão espessas que me pesam na cara. Mas...

"Todas as minhas lágrimas, por mais que eu pense que são de dor, são de esperança... " - Lady Sianna

Eu e tu, meu anjo, minha razão de vida, iremos estar juntos. Já te conheço, és muitas mulheres, mas quero-te mais que nunca. É por isto que eu vivo. Que me levanto(cada vez mais com dificuldade) da minha cama e ergo o que sou na esperança. Deixo-vos, desta vez, com um excerto de uma música que sempre fez mesmo muito sentido para mim.

"I never thought I'd die alone
I laughed the loudest who'd have known?
I trace the cord back to the wall
no wonder it was never plugged in at all
I took my time, I hurried up
the choice was mine I didn't think enough
I'm too depressed to go on
you'll be sorry when I'm gone"

(Adam's Song - Blink 182)


Publicado por Downthesun em 12:19 PM | Comentários (5) | TrackBack