Sem querer parecer péssimista, a filosofia dos revolucionários marxistas da América Latina da primeira metade do século XX está, totalmente, obsoleta. A sua desactualização deve-se às novas armas de manipulação de massas; falo, como é claro, dos media. Assim, a formação de milícias em centros urbanos é, na prática, impossível. Além do mais é, acima de tudo, impensável. A adesão seria mínima e a repressão extremamente violenta.
Porém, ainda há uma luz no túnel. Penso que os meios de luta e protesto não são todos utópicos. Na sociedade Portuguesa dos nossos dias, que bebe cegamente da cultura americana, a arte, por si só, tem vindo a revelar-se um excelente meio de protesto. Bandas dos mais variados estilos, desde o hardcore mais violento ao hiphop undergroung, as vozes do descontentamente estão aí, a ecoar nas ruas da cidade.
Escrever, desde manifestos, a websites (blogs), cartas políticas, prosa e poesia, é também um alicerce para as manifestações de opiniões. Nos tempos de hoje, tão cruéis, frios e duros, os meios de apoio escasseiam. O fosso que o capitalismo cria, entre os ricos e os pobres, aumenta todos os dias. Críticas a empresas, a atitudes, a legislações tudo serve como protesto. O problema, no entanto, é que ninguém faz nada. O conformismo parece ser uma doença parasita no seio das nossas cidades, vilas e aldeias.
Não me afastando da temática inicial, o protesto é um direito que todos nós temos. A liberdade de expressão, apesar de cada vez ser mais "limitada", continua a existir... Disseram-me, ainda há uns dias, que ninguém pode tomar as verdadeiras decisões por nós. Se queremos interferir, melhorar, ajudar ou apoiar só com esforço e vontade. A força de vontade é a aliada da intervenção social, o conformismo, em antítese, é nossa apatia consumada. É um cenário triste...
Nem eu mesmo posso afirmar que sou activista. Em parte, tal como todos nós, sou apenas mais um conformista ignorante. No entanto, tento sempre ajudar no meu dia-a-dia qualquer coisa, fazer algo que me melhore. Sim, porque melhorarmo-nos, corrigirmo-nos e aprendermos com os nossos erros faz de nós pessoas mais activas. Procurar dentro de nós o nosso melhor, é melhorarmos o nosso mundo...
Publicado por Downthesun em janeiro 4, 2005 08:42 PMFoi de uma notória perfeição a análise que o Downthesun fez ácerca dos activismos. Infelizmente, não vivemos em Democracia como muito boa gente na nossa praça apregoa, mas o tecto que paira sobre as nossas cabeças dá-se pelo nome de Economia de Mercado. Dá lucro, não dá lucro, presta não presta. E as pessoas não passam de um produto comercializável identificadas com um extenso número de B.I. Existem alguns, embora poucos, activistas de diferentes índoles. Alguns heróis que não aceitam o conformismo, e que lutam, sacrificadamente, dia após dia, tentando sensibilizar os outros que a solução para a felicidade é a de vivermos em comunhão de esforços e partilhas uns com os outros. O principal inimigo, é o outro continuadamente rejeitar a mudança e quedar-se na sua ignorante conformidade.
Afixado por: Humberto em janeiro 19, 2005 10:46 PMisso é que se chama ser cidadão
Afixado por: Kearinn em janeiro 30, 2005 11:01 PMisso é que se chama ser cidadão
Afixado por: Kearinn em janeiro 30, 2005 11:02 PMisso é que se chama ser cidadão
Afixado por: Kearinn em janeiro 30, 2005 11:03 PM