Olha para mim, imploro-te. Perde-te na imensidão dos meus olhos; sente a minha alma, o meu espírito, a viajar na tua escultura. Ilude-me com os teus beijos, o teu toque... A tua pele, na minha. O toque. Agarra-me, perde-te comigo na eternidade de um momento; Mente-me. Eu descia por ti, os teus lábios perdiam-se nos meus, que eram teus. No momento, naquele momento. Toca-me outra vez, quero sentir aquele arrepio outra vez; Arrepio, Toque. Freneticamente, na mentira, apaixonados. Foi o momento, o teu toque, os teus lábios. Encontraram os meus. E foi aí, que me mentiste. No infinito da crueldade consumimo-nos, o mundo à nossa volta girava. E chorava. De agonia, tal era a ilusão. Depois do momento, do arrepio, do toque, eu parei. Senti as lágrimas do mundo cairem-me em cima, como facas afiadas de veneno. Vi a desilusão... Fui traído pelo momento, pela paixão. E tu, vitoriosamente, sorriste...
Publicado por Downthesun em março 14, 2004 11:00 PM