fevereiro 05, 2004

Regurgitação Cerebral...

Existem momentos, fases, defeituosas e escusadas, na nossa vida. É com alto teor de angústa que elas surgem. São como pequenos passos de seda num corredor de madeira velha que, por mais que queiramos, se ouvem no grito imenso da impotência. Somos deixados para trás pela nossa alma onde se invade um espaço totalmente cadavérico, aonde o ar se sente sufocado. Sente-se o cheiro da morte. O desagradável odor a putrefacção mental. É estarmos seguros por um fio, tão fraco, que faz com a nossa queda mais pareça suicídio.

E eles estão connosco. Alimentam-se a manipulação e a ignorância. Por isso eu me calo. O meu silêncio será sempre a ignorância deles. Eles, os zombies, sentem-se contentes e alegres no mundo deles. São reis e senhores do que é nada. Do que é repleto de vazio e de inteligência. São os imperadores do reino da estupidez. São a arrogância sob a forma de um espírito. Partilham o meu ar, pesado e morto, e vivem debaixo do mesmo céu. Lua, estrelas e magia vêm eles... As nuvens, escuras e tristes, vejo-as eu. Vejo a hipocrisia nocturna, vejo o falso amor à Deusa. À Lua.

E ele, o anjo vive. Passeia-se por esse mundo fora, protegido com a verdade. Que ténue protecção. Uma bolha de ar que se rebenta com ódio. E isso fere. Todos nós. Principalmente ele, o Anjo. Mas é ele que me sorri quando nada vejo de risonho. É nele que me vejo e acabo. E vivo...

Meus sonhos, tesouros perdidos! Alimentem-me mais um bocado, dêm-me a Esperança que tanto amo. Deixei-me viver de dor, mágoa e um aroma de felicidade. Assim viverei realizado. Não me deixem cair no ódio, nem na ignorância, nem na arrogância. Não quero ser Zombie.

Publicado por Downthesun em fevereiro 5, 2004 09:12 PM
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