Putrefacção. Penso que seja esta a palavra que melhor caracteriza o mundo em que vivo. Está morto, decadente e sem rumo. É, na sua(quase) totalidade, uma demência viver numa sociedade tão martirizada(sim, todos nós somos mártires da nossa própria obra...) e ridícula como esta. Máscaras. É o que impera. Não existimos verdadeiramente neste mundo. Adoptamos(ou assimilamos) virtudes e/ou defeitos para nos integrar. Será isto a vivência em sociedade ou a causa principal para o respectivo declínio desta? Eu uso máscaras. Algumas tão espessas que nem eu próprio me reconheço. São muito raras, embora existam, as excepções em que eu não uso máscara. Só mesmo com um número pequeno e muito restricto de pessoas. De resto? Nada. Sou uma tela pintada de falsidade e forjo constantemente uma personalidade, digamos alter-ego, totalmente diferente daquilo que eu sou. Será isto mau? Ou simplesmente faço isto para me fechar num mundo, numa realidade que, muito sinceramente, não me diz nada? Atrevo-me a desafiar as leis da lógica(estipuladas,muito ironicamente, pela nossa sociedade) e dizer, abertamente, que não o faço(usar a máscara) com o propósito de uma integração. Faço-o, segundo o meu próprio ponto de vista, para afastar aqueles clichés tão irritantes e fúteis do meu dia-a-dia. Não me quero integrar nos que me rodeiam constantemente. É uma necessidade geral que, em mim, se tornou numa (grave?) lacuna. E cada dia que passa, cada minuto que o meu corpo e alma sentem, se torna putrefacto. É irritante ver isto. Mais ainda é o sentimento de impotência perante esta realidade. Não posso/consigo fazer nada para mudar as mentalidades. É um esforço que, por mais empenho que se lhe ponha, requere algo muito mais dispendioso. Refiro-me claro ao tempo. Tempo e gerações... Engraçado eu distinguir isto pois, em certos contextos e principalmente neste, estão ligados umbilicalmente. Que se fazer então? Que nos mudemos a nós próprios antes que aos outros.
Mas nem tudo é negro. Há, efectivamente, coisas pelas quais nós devemos viver. A prova física disto é o facto de eu viver. Se nada me aliciasse ou me fizesse empenhar no mundo em que vivo, de que me valeria viver?
Sempre vosso,
Publicado por Downthesun em janeiro 11, 2004 02:30 AMo mundo somos nós que o criamos...
As máscaras dos outros não nos servem e em nada nos interessam. Acredita, o mal é deles. São eles que vivem na ilusão de serem aquilo que nunca serão...
Cria o teu mundo. Aquele que idealizas e vive nele. Atrairás as pessoas que desejas, e, assim, com esse mundo vencerás e serás feliz.
Fica em paz.
beijinhos,
filipa.
Afixado por: mysticat em janeiro 11, 2004 08:43 PMProvavelmente o k vou dizer n tem lá grd lógica...O facto d recorreres ao uso d máscaras pode ser visto como uma forma d t protegeres da sociedade "mascarada"...Eu por n recorrer a máscaras e por ser ingénua q.b. já sofri mt por acreditar nessas pseudo-amizades,pseudo-pessoas...
Enfim...A vida é feita disto e pela vida fora será assim.
Stay good