E não podem mesmo. Nada me pode tirar e arrancar o que eu sou! Podem-me destruir aos poucos mas eu, a minha essência, sobrevive sempre. Eu acostumo-me demasiada e facilmente às situações que me magoam. Que me ferem. Sujeito-me muitas vezes a tal tortura inconscientemente. E ainda digo que quero voar...
Estou rodeado de pessoas espectaculares ás quais tenho o privilégio de chamar de amigos/as. Mas reside um vazio em mim. A solidão impera na minha alma como uma abelha poisa numa flor, sugando o seu polén. Estou farto dos costumes da sociedade em relação a relações. Enerva-me ver pessoas a namorar com pessoas que mal conhecem, atirando-se de cabeça para uma relação, á partida, condenada. Será tão díficil encontrar um ser que saiba o que é amar, que me ame e que eu o ame?! Isto destroi-me.
Hoje disseram-me uma coisa em resposta a uma afirmação minha sobre os valores da sociedade:"Se calhar és tu que estás mal..." Será que só me resta adoptar uma posição de nihilismo? Estar-me a cagar para o que me rodeia? Fiquei a pensar na frase... E realmente há uma pontinha de razão... Eu, se calhar, exigo demais. Quando eu não aguentar mais manter a minha posição de "esperar por um anjo", um anjo que tanto quero, começo a meter-me em relações sem pensar.
"You haven't learned a thing, I haven't changed a thing, the flesh was in my bones, the pain was always free..."
Meteres-te em relações sem pensar é traires-te. Não te esqueças disso.
Afixado por: Maria da Lua em novembro 29, 2003 03:46 PM