É possível que nos últimos tempo tenha andado um pouco mais deprimido e melancólico que o normal... Mas pelo menos isto leva-me a pensar e não conheço nada que me faça melhor... Nas horas altas da madrugada é que consigo chegar ás minhas conclusões. Algumas são hilariantes porque depois penso que realmente era tão fácil. Outras nem por isso.
Torna-se sufocante co-existir com uma sociedade tão podre e decandente como esta em que vivemos. Não se consegue falar com ninguém. Parecemos robots numa rotina monótona e estupidificante. Isto tudo contido numa honra de valores falsos e imorais( o que quer que isso seja), valores pelos quais as pessoas se julgam umas ás outras. No meio disto tudo perguntei-me eu em tempos idos, porque vivo? porque existo? Depois de andar extremamente agoniado e angústiado... Descobri. Esperança.
É a esperança que move, que me guia que faz de mim o que eu sou. Posso sofrer, ser pisado, ignorado , desprezado e espancado que tenho a esperança. De tanta coisa. Talvez seja esse o meu ponto fraco que um dia me leve a ser um ser frio e desprovido de sentimentos. Já estive lá perto. Mas tive esperança.
O único problema é que a esperança morre um dia. E quando morrer? Que será de mim? Eu sou covarde e provavelmente não me irei suicidar... Até pelo facto de pensar que existem algumas(muito poucas) pessoas que iriam ficar muito magoadas com a minha perda. As vezes que eu já imaginei o meu próprio funeral e cara dos que lá aparecem. Muito poucos choraram... MAs esses muito poucos dão-me a esperança. Mas acho que pior que a morte é viver sem emoção. Ser um porco sádico não faz parte dos meus planos. Espero nunca atingir este estatuto...
Conseguirei atingir, nem que seja uma ínfima parcela, a felicidade? Há muito que esse conceito se tornou utópico na minha mente, pois nós seres humanos somos inconformistas por natureza. Mas gostaria de ter os meus auges de alegria. É para isso que eu vivo. Para a hípótese de um dia amar e ser correspondido, ter isso na minha vida e preencher um vazio que me acompanha á muito.
Mais uma vez, a todos os que lêm este blog, um até breve.